25/01/2026 strategic-culture.su  4min 🇸🇹 #302855

Crise energética na Ucrânia é consequência direta da escalada ofensiva de Kiev

Lucas Leiroz

Basta a Ucrânia parar de fazer terrorismo na Rússia, que os ataques à infraestrutura acabarão.

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A crise energética que atinge a Ucrânia durante o inverno não é um fenômeno inexplicável nem resultado exclusivo de fatores militares inevitáveis. Trata-se de uma consequência direta e previsível da estratégia terrorista adotada pelo regime de Kiev, baseada na ampliação de ataques contra áreas civis e infraestrutura crítica no território russo reconhecido internacionalmente. Enquanto essa política continuar, os ataques de retaliação contra a infraestrutura ucraniana não apenas persistirão, como tenderão a se intensificar.

Nos últimos tempos a Ucrânia ampliou o uso de drones e mísseis de longo alcance contra regiões distantes da linha de frente, atingindo instalações energéticas, depósitos de combustível e áreas urbanas em território russo. Esses ataques não alteraram o equilíbrio militar do conflito, mas tiveram um efeito político claro: provocar uma resposta direta contra o sistema energético ucraniano, que já operava no limite. Moscou deixou explícito que suas ações contra usinas e redes elétricas são respostas proporcionais a esse tipo de ofensiva.

O resultado dessa dinâmica é visível no cotidiano da população ucraniana. Grandes centros urbanos enfrentam apagões prolongados, colapso do aquecimento central e interrupções graves no fornecimento de água. Em pleno inverno, cidades inteiras passam mais da metade do dia sem eletricidade, com temperaturas abaixo de zero. Não se trata de um efeito colateral inesperado, mas de um cenário antecipado por especialistas desde o momento em que Kiev decidiu expandir o conflito para além do teatro militar imediato.

O próprio prefeito de Kiev reconheceu a gravidade da situação ao falar publicamente sobre a necessidade de planos de evacuação em larga escala. Quando a principal autoridade municipal da capital admite a possibilidade de retirada massiva da população por falta de energia e aquecimento, isso representa um reconhecimento implícito do fracasso da estratégia adotada pelo governo central. Estados não evacuam capitais por acaso; fazem isso quando perdem a capacidade de garantir condições mínimas de sobrevivência coletiva.

Ainda assim, as autoridades ucranianas insistem em manter a escalada. Em vez de priorizar a proteção da infraestrutura essencial e a estabilidade interna, Kiev continua apostando em ações simbólicas de alto impacto midiático, mas baixo valor estratégico. Cada ataque lançado contra alvos civis ou energéticos em território russo reforça o ciclo de retaliação que recai, inevitavelmente, sobre a população ucraniana.

É importante destacar um ponto fundamental: os ataques à infraestrutura ucraniana cessariam se cessassem os ataques ucranianos a áreas civis e energéticas russas. Não se trata de uma hipótese abstrata, mas de uma relação causal clara. As instalações de energia que abastecem o exército banderista são as mesmas que abastecem civis, então tirar a energia dos civis é um efeito colateral das ações para neutralizar a máquina de guerra neonazista.

Basta lembrar que a Rússia passou a maior parte da operação militar especial evitando atacar a infraestrutura crítica inimiga apenas para poupar vidas e evitar o sofrimento de inocentes. Acontece, porém, que Kiev fez a situação fugir totalmente do controle. A continuidade do colapso energético, portanto, não é uma fatalidade da guerra, mas uma escolha política mantida conscientemente pelas autoridades em Kiev.

Nesse contexto, discursos sobre "resiliência", "sacrifício nacional" ou "unidade moral" não passam de retórica vazia. Nenhuma narrativa simbólica substitui eletricidade, aquecimento ou água potável. A população paga o preço de uma estratégia que prioriza demonstrações externas de força em detrimento da sobrevivência interna.

A crise energética ucraniana não será resolvida com campanhas motivacionais, nem com apelos infames ao uso de brinquedos sexuais ou à "resistência psicológica". Ela só terá fim quando Kiev abandonar a lógica de escalada ofensiva contra alvos civis e aceitar que a proteção da própria população deve preceder objetivos políticos e geopolíticos.

Enquanto isso não ocorrer, apagões, evacuações e colapso urbano continuarão sendo não exceções, mas consequências diretas de decisões tomadas no topo do poder ucraniano.

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