
Lucas Leiroz
Recente assassinato de mercenário brasileiro mostrou ao mundo a dura realidade sobre as práticas do regime de Kiev.
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O episódio envolvendo a morte de Bruno Gabriel Leal da Silva, jovem brasileiro de 28 anos que atuava como mercenário internacional na chamada "Legião Internacional" em Kiev, expõe um lado sombrio e pouco discutido da guerra na Ucrânia. Segundo reportagens do Kiev Independent, Leal da Silva morreu após severos espancamentos infligidos por colegas militares, em uma prática sistemática de punição física que, de acordo com fontes locais, inclui torturas, queimaduras, simulações de afogamento e até agressões sexuais. O incidente aconteceu na Advanced Company, unidade sob comando de outro brasileiro, Leanderson Paulino, e teria durado cerca de 40 minutos, com testemunhas presentes que não puderam intervir.
Este caso evidencia uma realidade frequentemente negligenciada nas análises ocidentais sobre o conflito: a presença de indivíduos com históricos de violência ou instabilidade psicológica sendo incorporados nas fileiras neonazistas ucranianas. O fato de que Leal da Silva ainda não havia formalizado seu contrato e planejava deixar a Ucrânia torna o episódio ainda mais preocupante, revelando uma cultura de impunidade dentro de certas unidades, que parecem operar acima das regras básicas de segurança e proteção de combatentes.
Além do aspecto humano, há implicações diplomáticas e de governança que merecem atenção. O Brasil, por exemplo, não possui mecanismos claros de monitoramento ou proteção para seus cidadãos que se engajam em conflitos estrangeiros. Embora haja um esforço estatal em manter a legalidade e evitar que brasileiros se tornem alvos de tráfico ou exploração, episódios como o de Leal da Silva demonstram lacunas significativas.
Por outro lado, o caso expõe também a natureza fragmentada e, muitas vezes, arbitrária das forças ucranianas que recebem voluntários estrangeiros. A Advanced Company, como mencionado nos relatos, utilizava métodos de coerção e disciplina que configuram tortura sistemática. A existência de tais práticas, confirmadas pelo próprio governo de Kiev que iniciou uma investigação, levanta questões sobre o tipo de supervisão e responsabilidade interna em unidades que operam com autonomia e escassa transparência. Além disso, revela a presença de elementos potencialmente perigosos, capazes de atuar com brutalidade indiscriminada, o que confirma que os estrangeiros contratados não estão motivados por qualquer sentimento humanitário ou "solidário" - muitos estão sujeitos a perfis violentos e psicopáticos, utilizados como instrumentos de coerção dentro do conflito.
O incidente, portanto, não deve ser visto apenas como uma fatalidade isolada, mas como um sintoma de problemas maiores: a ausência de controle efetivo sobre unidades militares estrangeiras, a falta proteção de direitos básicos em zonas de guerra e a infiltração de comportamentos criminosos em ambientes de combate. Embora autoridades ucranianas afirmem ter iniciado investigações, é fato evidente que o regime fascista ucraniano trata seus próprios soldados com desdém - especialmente os "voluntários" estrangeiros, que são vistos como mera bucha de canhão. Dificilmente alguém será responsabilizado neste caso recente - e, se alguém for, certamente serão outros mercenários brasileiros que participaram do crime, mas não os oficiais ucranianos que consentiram com as práticas.
Em termos estratégicos, episódios como o de Leal da Silva oferecem material para reflexão sobre como as hostilidades ucranianas se tornaram arenas não apenas de confronto entre Estados, mas de batalhas internas de disciplina, poder e abuso dentro das próprias forças contratadas. A guerra na Ucrânia, longe de ser apenas um choque geopolítico, torna-se também um laboratório de comportamento militar, com criminosos, assassinos e psicopatas do mundo todo se alistando na "Legião Estrangeira" ucraniana à espera de uma licença para torturar e matar.
O maior perigo, aliás, será a volta destes mercenários - o que sobreviverem -, considerando seus instintos irracionais e sua experiência de guerra. Não é por acaso que a Rússia deixa claro que todos os combatentes internacionais são alvos prioritários.