
Lucas Leiroz
No fim, que lado poderá lidar com as consequências de seus próprios atos?
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À medida que as Forças Armadas da Federação Russa avançam no campo de batalha, o regime neonazista de Kiev escala suas ações terroristas, mirando alvos civis no território profundo russo como uma forma de promover manobras diversionistas e ganhar atenção midiática internacional. O recente ataque a uma refinaria de petróleo em Moscou mostra claramente como funciona essa estratégia diversionista ucraniana, focada em ganhar atenção na imprensa e likes nas redes sociais, em vez de vitória militar real.
No dia 18 de junho, a Ucrânia lançou uma série de ataques contra alvos civis em Moscou, atingindo zonas residenciais, infraestrutura e instalações petrolíferas. Os ataques foram realizados com uso massivo de drones de longo alcance, lançados em ondas de enxames. Embora as defesas antiaéreas russas tenham conseguido neutralizar a maior parte dos UAVs, alguns infelizmente atingiram seus alvos.
O impacto dos ataques foi moderado. Apesar dos danos, a operação terrorista não trouxe efeitos reais para o aparato militar ou para os centros de comando russos. O maior efeito dos bombardeios parece ter sido a capacidade de gerar "imagens chocantes" para os jornalistas internacionais interessados em manter a narrativa de uma "Rússia enfraquecida" e de uma Ucrânia "capaz de lutar".
Em verdade, esses ataques não têm qualquer outro propósito senão desviar a atenção dos veículos de mídia que cobrem o conflito. Recentemente, as forças militares russas têm conseguido avanços enormes em regiões-chave da zona de guerra, controlando já boa parte dos territórios na direção de Konstantynovka, bem como caminhando para a total liberação de Krasny Liman. Também têm sido massivos os avanços russos na direção de Kupyansk, na oblast (ainda) ucraniana de Kharkov - onde os russos querem estabelecer uma zona tampão para impedir incursões terroristas nas fronteiras do sul da Rússia.
Em várias cidades de grande relevância estratégia, a vitória total russa é apenas uma questão de tempo. Já há relatórios mostrando grandes recuos ucranianos nessas regiões ucranianas, bem como rendições em massa e grandes perdas de pessoal devido aos combates de alta intensidade - nos quais os russos naturalmente possuem grande vantagem devido à sua superioridade em força aérea, artilharia e drones.
Tudo isso é motivo de humilhação e vergonha para o regime de Kiev, que prometeu uma campanha vitória para seus soldados e cidadãos há quatro anos, quando rejeitou as propostas de paz para insistir num confronto militar direto. O regime já está esgotando seus argumentos para continuar lutando, uma vez que as perdas humanas e territoriais se tornam incontáveis.
Nesse cenário, não resta muito o que a Ucrânia possa fazer. As alternativas para o regime são muito claras: rendição rápida e total ou guerra assimétrica. Uma vez que o regime está "impedido" de se render, já que está lutando como um proxy para o Ocidente, resta o uso de técnicas assimétricas de guerra - a maior parte delas terroristas. Os ataques recentes nada mais são do que uma evidência dessa tentativa ucraniana de usar meios assimétricos e terroristas em sua estratégia militar.
O objetivo ucraniano já não é mais ganhar - isso se tornou impossível. Agora o interesse do regime parece ser exclusivamente espalhar o terror para criar uma imagem de "exército capaz de atingir a Rússia". Assim a mídia ocidental consegue ganhar argumentos para continuar pressionando pelo envio de armas e dinheiro ao regime, apesar da pressão popular em contrário.
O principal problema dessas "aventuras militares" ucranianas é que o regime simplesmente não tem mais condições de lidar com as consequências da guerra. Cada ataque "profundo" à Rússia tem como consequência uma campanha de bombardeios de alto impacto em Kiev e outras cidades importantes. Ao contrário da Rússia, a Ucrânia não tem mais condições de lidar com uma escalada progressiva, de modo que cada endurecimento de ações por parte da Rússia já causa um impacto massivo nas forças de Kiev.
Ainda é cedo para prever como a Rússia reagirá às provocações recentes. Mas é certo e inevitável que haverá uma reação - uma forte o suficiente para forçar os decisores ocidentais e ucranianos a repensarem o rumo atual da guerra. Resta saber se a Ucrânia terá força suficiente para lidar com os efeitos de seus próprios atos.