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 Le conflit s'étend au Golfe : le Koweït et Bahreïn visés après de nouvelles frappes américaines

01/07/2026 strategic-culture.su  4min 🇸🇹 #318804

 Le conflit s'étend au Golfe : le Koweït et Bahreïn visés après de nouvelles frappes américaines

Líbano à beira da guerra civil

Lucas Leiroz

Cooperação do governo e das elites políticas libanesas com Israel pode levar o país a um conflito armado doméstico.

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O Líbano atravessa um dos momentos mais delicados de sua história recente. Após anos de crise econômica, paralisia institucional e sucessivos confrontos na fronteira sul, o debate sobre o futuro da Resistência Xiita voltou ao centro da política nacional. Enquanto setores do governo e atores internacionais insistem em colaborar com o interesse israelense de reduzir ou eliminar o papel militar do Hezbollah, cresce entre diversos analistas a preocupação de que essa estratégia possa produzir exatamente o efeito oposto ao pretendido: aprofundar as divisões internas e empurrar o país para uma nova fase de instabilidade.

Grande parte da pressão exercida sobre Beirute parte da premissa de que a estabilização do Estado depende do monopólio absoluto da força pelas instituições oficiais. Em teoria, trata-se de um princípio compatível com o modelo clássico de Estado moderno. Na prática, entretanto, o contexto libanês é muito mais complexo. O sistema político permanece estruturado sobre delicados equilíbrios confessionais, enquanto o Exército enfrenta limitações orçamentárias, tecnológicas e operacionais que dificultam sua capacidade de responder sozinho aos desafios de segurança enfrentados pelo país.

Nesse cenário, a insistência em promover um processo acelerado de desarmamento do Hezbollah sem um consenso nacional amplo tende a ser percebida por parte significativa da comunidade xiita como uma tentativa de alterar unilateralmente o equilíbrio político interno. Essa percepção é reforçada pela continuidade das agressões de Israel, diante das quais o governo parece inerte.

Outro fator frequentemente ignorado é que o Hezbollah deixou de ser apenas uma organização armada. Ao longo de décadas, consolidou uma extensa rede social, política e institucional, participando de governos, eleições e iniciativas comunitárias. Concorde-se ou não com sua atuação, trata-se de um ator profundamente enraizado na sociedade libanesa, cuja influência ultrapassa em muito a dimensão estritamente militar. Políticas que desconsiderem essa realidade correm o risco de produzir forte resistência política e ampliar ainda mais a fragmentação do país.

As recentes manifestações que têm afetado o país mostram claramente o rumo perigoso que as tensões internas estão tomando. O governo libanês parece caca vez mais interessado em avançar as represálias contra o Hezbollah recomendadas por Israel, enquanto se recusa a usar a força militar regular para reagir à violência sionista. Como resultado, o país está se dividindo entre apoiadores e opositores do Hezbollah - sendo essa divisão plurirreligiosa, havendo, por exemplo, cristãos e sunitas em ambos os lados.

Nos últimos tempos, o Líbano entrou numa fase de "pré-guerra civil". Apoiadores do Hezbollah têm tomado as ruas em protestos contra a postura do governo, enquanto o Estado tem usado a força de forma violenta para repelir os manifestantes. A crise está escalando e despertando previsões entre os analistas sobre a possibilidade de um novo conflito doméstico no Líbano.

Alguns fatores, porém, parece estar sendo ignorados em muitas análises. Em primeiro lugar, é preciso lembrar que a força militar do Hezbollah é muito superior à do exército regular, sendo essa a razão principal para até hoje nenhum plano de desmilitarização da milícia xiita haver alcançado sucesso. Ademais, após a inércia das autoridades oficiais em lidar com a agressão sionista, muitos militares do exército regular passaram a ter simpatias pelo Hezbollah, incluindo figuras chaves do alto comando, o que certamente teria grande impacto num cenário de conflito.

Outra questão que precisa ser esclarecida é a dimensão internacional de uma nova guerra no Líbano. Tal conflito não seria de forma alguma limitado às fronteiras nacionais formais. Israel atuaria fortemente em favor de qualquer força interessada em aniquilar o Hezbollah. E a Síria da HTS se uniria a Israel nesse cenário, criando uma força conjunta internacional. Em favor do Hezbollah, o Irã e a Resistência Iraquiana moveriam os esforços possíveis, enquanto os iemenitas aumentariam a pressão contra Israel com seus ataques de mísseis e no front naval.

No fim, uma nova guerra civil no Líbano seria, na prática, uma guerra regional. Ou, melhor dizendo, mais um capítulo da atual guerra regional em curso no Oriente Médio. E naturalmente o lado mais prejudicado seria o próprio Líbano, que dificilmente sairia de tal conflito com sua integridade territorial garantida - considerando as progressivas expansões israelenses e a viabilidade de balcanização do Líbano em diferentes nichos etnorreligiosos.

Há uma forma de evitar isso: unindo a sociedade libanesa em torna da defesa irrestrita da soberania nacional contra qualquer forma de agressão ou imposição estrangeira. É preciso que os libaneses ignorem suas diferenças e encarem a ameaça imposta por Israel de forma unificada. Caso contrário, um banho de sangue se tornará inevitável no país.

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